Ciberativismo

Baldes de gelo (Ice Bucket Challenge) chamando atenção para a doação de recursos para o tratamento da Esclerose Lateral Amiotrófica… Fotos de mulheres sem maquiagem na sua timeline como forma de protesto contra a ditadura da beleza. A campanha “Stop the beauty madness” (em tradução livre, “pare com essa loucura de beleza”), uma das últimas a se popularizar na web, teve como iniciativa derrubar os paradigmas estéticos estipulados pela sociedade.

No Brasil e no mundo, celebridades e anônimos dão apoios a essas causas e protestos. Sejam simples e simbólicos como esses ou mais complexos.

Se em 1983 e 1984 o povo foi às ruas reivindicando eleições presidenciais diretas no Brasil (Diretas Já), em 2013 presenciamos novamente uma invasão às ruas, dessa vez sem uma causa definida. A grande diferença entre os protestos da década de 80 e os atuais é a forma de organização; eles ocorrem quase que completamente pela internet.

Ciberativismo, ou cyberativismo, é uma forma de ativismo realizado através de meios eletrônicos. Segundo os praticantes, seria uma alternativa aos meios de comunicação de massa tradicionais, permitindo-lhes “driblar” o monopólio desses, ter mais liberdade e causar mais impacto, ou é apenas uma forma de expressar suas opiniões.

Atitudes semelhantes se aproximam das ações da Mídia Tática ou “faça você sua própria mídia”, incentivando cada pessoa ou cada grupo que deseja tomar uma atitude, ou divulgar suas ideias, a fazerem por eles próprios de novas formas ou utilizando os mesmos meios de forma criativa, sem esperar que outros tomem uma atitude, desmistificado a mídia e quebrando os padrões de informações, que se restringem a certos grupos sociais ou intelectualizados.

Os primeiros vestígios do ciberativismo surgiram na década de 90, com a popularização da internet e a facilidade de conexão entre pessoas de diferentes partes do mundo.

O novo meio abriu espaço para discussões, procurando muitas vezes estabelecer uma rede de solidariedade. A utilização das informações na internet passou a ter maior visibilidade até mesmo pelo baixo custo e eficácia na resposta a curto, médio e longo prazo pela comunidade virtual.

O que acontece no nosso mundo real, muitas vezes pode ser reproduzido virtualmente de formas semelhantes, como, por exemplo, a existência de passeatas, abaixo assinados, petições e atos de vandalismo na web. Alguns sites foram invadidos e pichados, levando a marca do invasor ou tendo seu conteúdo modificado. Já as passeatas virtuais são feitas na intenção de boicotar um site impedindo que outras pessoas possam acessar, através de acordos de data e horário para entrar em determinado site.

Um pouco da história do ciberativismo, ações dos diferentes grupos, questionamentos e problemas, serão discutidos aqui.

Ciberative-se e acompanhe nosso blog!EGYPT-POLITICS-UNRESTmanifestaobraslia9771_162423810595838_151611422_n

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