Internet como ferramenta de mobilização

Diante de eventos sociopolíticos cujas mobilizações passam também pelas redes sociais, alguns especialistas tem debatido sobre a influência real dessas redes em protestos como a Primavera Árabe, o Occupy nos Estados Unidos ou, no caso do Brasil, nas manifestações ocorridas em junho de 2013 que tiveram grande repercussão na atualidade.

Manifestações-Somos-a-rede-social

No início desse novo modelo de mobilização pela internet, muito se falava em “ativismo de sofá”: o indivíduo apenas partilhava suas opiniões no meio virtual sem que isso convergisse para uma atuação concreta. O fenômeno de mobilizações nas ruas em diversas partes do mundo, tendo a internet como meio de divulgação e cobertura dos eventos revelou que justamente o que parecia ser a fragilidade do ativismo cibernético tem se mostrado a sua maior força: nesse formato, os protagonistas são todos e qualquer um. A autonomia na troca de informações pela internet ao invés de diluir as motivações que levam a protestos e manifestações sociais desde sempre, empoderou o indivíduo que quer ir além do “simples” compartilhamento de impressões ou indignações. Mudam-se os meios e atores, mas o desejo de mobilização sociopolítica sempre foi o motor de manifestações em diversos períodos históricos. A diferença agora está na facilidade que a horizontalidade da internet proporciona.

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