Cidades inteligentes para cidadãos inteligentes

A ideia distópica de algumas pessoas, até mesmo de alguns teóricos da comunicação quando da expansão do uso da internet, era a de sujeitos enclausurados entre quatro paredes, sentados diante do computador, navegando em um universo alternativo enquanto o mundo real em nada dialogaria com o que acontecia na tela do pc. Como pensar em dissolução entre real e virtual, quando o anonimato era a tônica das interações em rede, interação que muitas vezes não passava de bate-papo entre estranhos? Nesse cenário também não caberia pensar em cidades planejadas para que as pessoas se conectassem às redes e trocassem informações a partir das ruas, praças, parques, etc. Hoje, estamos cada vez mais distantes da ideia apocalíptica de clausura e isolamento que inicialmente estava associada às interações via internet.

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A dinâmica das “smarties cities”, cidades com tecnologias planejadas para otimizar a vida do cidadão e da coletividade, fala diretamente ao princípio de horizontalidade proposto pelo uso da internet e com o uso desse meio como ferramenta social por ativistas de diversas vertentes. Com pontos de conexão e propagação de informações pelas cidades, torna-se possível, por exemplo, através de aplicativos móveis, saber o que acontece no trânsito em tempo real, o que para cidadãos politicamente engajados pode servir como levantamento de áreas problemáticas e colaborar com a proposição de soluções junto aos órgãos responsáveis. Isso vai depender de quem usa a tecnologia, que por si só não fará as melhorias desejadas, reiterando o que já vem sendo dito nesse blog sobre como a internet e ferramentas da tecnologia da informação mudam a dinâmica dos ativismos, mas que as ações dependem do interesse primário de quem as usa.  connected1

Para Carlo Ratti, diretor do City Lab do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), as smart cities ou cidades inteligentes devem ser pensadas por e para cidadãos comprometidos com o bem estar e temas que afetam a coletividade, os “smart citizens”, que utilizam as tecnologias disponíveis nas cidades para acompanhar, analisar, propor melhorias.  (Nesta matéria, Ratti lista mudanças que considera cruciais para a cidadania no conceito de cidades inteligentes, em como esse formato pode favorecer o levantamento de pautas coletivas e contribuir para participação efetiva dos cidadãos na administração pública.)

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