O LUGAR DAS MULHERES NA INDÚSTRIA TECNOLÓGICA

O ciberfeminismo evidencia que as mulheres se apropriaram da internet e das mídias digitais para promoverem sua causa, que é a igualdade entre os gêneros. Essa luta ainda se faz necessária pois as inequalidades de gênero ainda existe em muitas esferas da sociedade, e uma delas é justamente a indústria da tecnologia.

Uma pesquisa realizada pelo jornal britânico “The Guardian” apontou que, no Reino Unido, homens são 65% das pessoas que trabalham nesta indústria, mulheres, 33% (2% se encaixam na faixa “outros”. Entretanto, nao há nenhuma mulher nos cargos mais importantes e representativos, existe uma diferença muito grande entre quais cargos eles ocupam.

As mulheres reclamaram de serem sempre a última opção para possíveis promoções, e consequentemente, ficarem estagnadas em uma mesma posição por anos a fio. Muitas inclusive relataram que foram incentivadas a diminuírem suas ambições na área, pois afinal de contas, não seria fácil.

75% das pessoas que foram entrevistadas (de um universo de 600 pessoas), entre homens e mulheres, concordaram esta se tratar de uma área sexista e que as mulheres são menosprezadas, subvalorizadas, e tem salários menores comparativamente ao dos homens ocupando mesmo cargos. Os chefes, em contrapartida, disseram que as mulheres são menos competentes e que isso justifica a diferença.

Dizem que as mulheres não estão presentes nas áreas das ciência tecnológicas porque elas não tem aptidão. Contudo, o que acontece é que elas não são incentivadas a estudar e a desenvolver um interesse na área (das ciências, tecnologias, matemática e afins) o que apenas contribui para o domínio masculino.

Dois dias atrás, uma aluna americana de 16 anos teve a oportunidade de perguntar a Bill Gates, durante uma vídeo conferência realizada em sua escola, a “Carver High School for Engineering and Science”: “Na sua opinião, qual a estratégia mais eficaz para as escolas de ensino médio adotarem, a fim de incentivar que mais mulheres escolham a área das ciências tecnológicas? ”

Circuitry-ICTD-Carruth

No Vale do Silício, um dos maiores centros mundiais de criação e inovação tecnológica e científica,  algumas iniciativas como a “Girls Who Code” e “Rails Girls” foram criadas para minimizar essas diferenças, aproximando mulheres e tecnologias. Entretanto, representantes das duas ONG’s relataram estarem infelizes com os resultados dos números de mulheres engajadas e com relação a permanência. E que, apesar de promoverem campanhas, não conseguem atrair um número desejável de mulheres.

Acredita-se que o problema comece desde o jardim de infância, onde meninos e meninas são tratados de formas diferentes e são estimulados a fazerem atividades distintas. Dessa forma, é possível que essas diferenças de gênero na esfera tecnológica seja minimizada. Espera-se que as novas gerações tenham estas diferenças minimizadas entretanto, para isso acontecer, primeiro é necessário uma reformulação do sistema educacional infantil, com o desenvolvimento de um método que possibilite casa um desenvolver uma área de interesse, porém sem estar relacionado com o seu gênero.

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