Sob controle! (ou não)

Tornaram-se cada vez mais comuns as discussões em torno da privacidade e segurança nas Redes Sociais digitais (Facebook, Twitter, Skype, etc.), os modelos de redes comumente utilizados incitam a exposição generalizada, na qual, o indivíduo passa a abdicar da detenção única de muitos dos seus dados pessoais, os tornando públicos e à disposição das empresas e bancos de dados na internet, dando margem a novas maneiras de exploração de tais informações depositadas, por vezes, sem autorização prévia e sem conhecimento do usuário.

Em média 316.455 pessoas se cadastram, por dia, no Facebook, desde sua criação em 4 de fevereiro de 2004, mas a maioria delas não se preocupam em fornecer seus dados pessoais na ficha de cadastro, que são compartilhados publicamente sem a menor importância

A rede social é um sinônimo de exposição e visibilidade para muitos, mas também deve-se considerar que é uma ferramenta útil para conhecer pessoas, expandir horizontes e também manter contatos, principalmente, profissionais, dentre outras finalidades.

No entanto, em oposição a este modo de utilização das redes, existem aqueles que optam pelo uso das ‘Redes Sociais Federadas’ nas quais os usuários são, de fato, donos dos seus próprios dados. As informações pessoais, permanecem armazenadas no computador do usuário e funcionam mais ou menos como os torrents.

O ativista de tecnologias livres e diretor das empresas Software Público Com Br e KyaHosting, Anahuac de Paula Gil, afirma que as redes sociais federadas são a “única solução realmente eficaz ao monitoramento de dados”.

Existem alternativas similares as plataformas mais populares atualmente como, por exemplo, a ‘Diáspora’ que poderia substituir o Facebook, o ‘Jitsi’ para o Skype, o ‘ pump.io’ para o twitter e o ‘ownCloud’ para o Dropbox.

O uso de tais redes, nas quais os usuários tem maior controle sobre seus dados poderia, inclusive, ajudar no controle da informação a respeito de manifestações sociais organizadas através da rede – o ciberativismo. Se um número considerável de pessoas fizessem uso desde sistema, a disseminação de ideias e de movimentos se daria de maneira muito mais livre e possivelmente ‘segura’, sem passar pela vigilância de quem detêm o controle do banco de dados e de quem mais tenha interesses contra a manifestação.

Contudo, essa ideia de privacidade parece utópica quando pensamos no modelo das redes mais utilizadas e no perfil da maioria de seus usuários, pois ainda que uma minoria consciente do perigo de tanta exposição aleatória resolva migrar para redes federadas, pode não fazer sentido ir para um ambiente no qual o seus ‘amigos’ não estarão presentes. Sendo assim, como diz Anauhac : “Seria necessária a tomada de consciência da população usuária da Internet, assim como o povo tem buscado o direito a democracia e liberdade no oriente médio! Neste caso seria a verdadeira primavera cibernética, pois todos teriam que estar embuídos de civilidade para lutar pelo direito a privacidade, direitos humanos digitais, neutralidade da rede e democratização do conhecimento”.

Saiba um pouco mais sobre essas redes no Brasil, pelo colunista de cultura digital Vinícius Pereira.

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